SCORM significa “Sharable Content Objetct Reference Model”, por outras palavras, um modelo de referência que permite a partilha de conteúdos entre diferentes sistemas de gestão de aprendizagem (como o Moodle).
Este modelo de referência traduz-se numa norma padrão e universal que permite que construa um conteúdo de aprendizagem em qualquer software ou ferramenta de programação, com total liberdade no que respeita à aparência e à interatividade. Pode ser um tutorial, uma simulação de soft skills, um jogo, um estudo de caso… Ao cumprir a norma Scorm, é possível importar o conteúdo para o sistema de gestão de aprendizagem e assegurar que este é disponibilizado aps formandos e o seu desempenho fica registado na plataforma.
Veja um exemplo de um conteúdo SCORM que pode ser integrado numa plataforma de gestão de aprendizagem, como o Moodle.
Poderá estar a questionar-se: Mas então, qual a vantagem de produzir conteúdos cumprindo a norma Scorm, em vez de os produzir em Power Point, por exemplo?
Para responder a essa pergunta resumimos as principais diferenças entre um pacote de conteúdo Scorm e um Power Point:
Compare... | Power Point | Conteúdo em Scorm |
Interatividade | Pode ter alguma interatividade, mas é muito limitada. | Tem toda a liberdade em termos de interatividade. Pode ser um jogo, um simulador, um laboratório... |
Sequência e navegação | O participante percorre o conteúdo (slides) sem qualquer restrição no que respeita à sequência e navegação. | Pode garantir que o participante explora o conteúdo na sequência desejada, ou em sequências alternativas ou adaptando-se totalmente ao desempenho/decisões do participante. |
Controlo do progresso | Assim que o participante entra no conteúdo, a plataforma deixa de registar e controlar o seu progresso. | Pode informar a plataforma em que ponto do conteúdo o participante se encontra e se já o concluiu, bem como todo o percurso seguido e o tempo despendido. |
Avaliação | Não permite registo de avaliação na plataforma. | Pode informar a plataforma qual a avaliação final que o participante obteve, bem como a de cada item de avaliação que o integra. |
Possibilidade de editar | É editável, o que significa que o utilizador pode alterar o conteúdo e utilizar para outros fins. | Não é editável (não impede, todavia, que o participante copie o conteúdo ecrã a ecrã). |
Software instalado | Obriga a que o participante tenha o Microsoft Office instalado. | Não requer de qualquer software adicional do participante. |
Interoperabilidade | Pode ser disponibilizado em qualquer plataforma. | Também pode ser disponibilizado em qualquer plataforma, desde que cumpra a norma SCORM. |
Como criar conteúdos em Scorm?
A criação de conteúdos Scorm acarreta várias fases, desde a análise inicial à implementação final do conteúdo. É necessário ter em conta diferentes parâmetros, entre os quais se destacam os seguintes:
- Conceção e Design;
- Modelo Pedagógico;
- Navegação: Sequência e segmentação apropriadas;
- Interatividade;
- Acessibilidade;
- Possibilidade de atualização e reutilização;
- Normalização.
Este último parâmetro é muito importante, pois é a normalização que possibilita que o produto final se enquadre no modelo de referência Scorm, o que implica um conjunto de especificações para que os objetos de aprendizagem estejam padronizados e o conteúdo seja partilhável. Pode ser um trabalho muito complexo e exaustivo. Para facilitar existem diversas ferramentas, desde editores de Metadata como o Reload Editor até ferramentas de autor como o Articulate Storyline, o Adobe Captivate e o Lectora Inspire.